mercredi 25 mai 2016

Source: Liz Collins


Source: Heitor Magno

Tapeçaria

O que ha em ti de fugaz
O que em ti ha de perene
Da encantação das palavras
Ao sulco das cartas antigas
Onde os ageis navios naufragaram
O que ha em ti de tão moderno
Quanto o sincretismo alexandrino
O que em ti ha de tão antigo
Quanto aquela estatua de Apolo
O que em ti me recorda a floresta densa
da Infância um dia de Março um jardim zen
Uma praia do Pacifico numa cidade do Japão
O que em ti me exaspera o que em ti me prende
Tudo esta em ultima instância na Ausência
Entre o teu sexo duro e a tua boca
E relampeja fulgurante no teu olhar!


E eu, qual Penélope resiliente, tecendo com a linha que tudo une, continuo a urdir o Poema.

Tapeçaria # 1

Deitada -
sou minha e tua
e os meus seios ainda firmes
são como dois promontorios nos cerros.
Arvores nuvens bandos de aves
desabam pelas minhas encostas,
pairando entre as nevoas
que escorrem pelos altos ciprestes.
Entre as minhas coxas de seda
brota o orvalho da madrugada.
Podes sondar este poço,
afastar os tufos densos
que forram o Templo.
Perde-te e percorre as colunas
os aticos as fontes
como se fosses um Romeiro
em peregrinação pelo Imperio.
As raizes no ventre da floresta
hão-de alimentar-te. Prometo-te
todos os frutos da Terra.
Sonda-me e sorve-me.
Firma a tua mão na minha nuca
e inunda-me as pernas.

mercredi 18 mai 2016

 Stars fell on Livaniana

Hic et Nunc

lâcher prise,
larguer les amarres -
n'aspirer à Rien