lundi 10 novembre 2008

Haïku - uma síntese explicativa

Para dar resposta ao pedido de muitas famílias ...

- É 1 poema de 3 versos, preferencialmente escrito em 5,7,5 sílabas contadas segundo a métrica portuguesa, sem rima, nem título.
- É a imagem objectiva de 1 instante da realidade, que sugere mas não explica.
- Deve ter como eixo 1 kigô (termo que remete para a estação do ano) evidenciando o nosso diálogo com a natureza e a transitoriedade das coisas...
Mas a estação do ano também pode ser referenciada através de símbolos imagéticos:
papoila= flor da Primavera
calor= Verão
folhas mortas = Outono
neve= Inverno
Cada estação do ano tem também que ver com a sensibilidade do poeta:
ex.
Primavera= alegria
Verão= vivacidade
Outono= melancolia
Inverno= tranquilidade

Outras especificidades do Haïku:

1)simplicidade
2) evitar o "enfeite" de termos poéticos
3) captar um instante no seu núcleo de eternidade, como se se tirasse uma foto
4) evitar o raciocínio, pois o haïku não é explicativo, nem discursivo, nem acabado... apenas se sugere

Finalmente, o haïku é um poema popular que usa palavras quotidianas e de fácil compreensão...

dimanche 9 novembre 2008

Dans la paume de mes mains
je tiens -
une patate et une pomme

vendredi 7 novembre 2008

Le livre des Haïku - Jack Kerouac

A raindrop from
the roof
Fell in my beer


The moon had
a cat's mustache,
For a second


Seven birds in a tree,
looking
In every direction


How flowers love
the sun
Blinking there!


Looking for my cat
in the weeds,
I found a butterfly

jeudi 6 novembre 2008

Anthologie du poème court japonais

Pour celui qui part
pour celui qui reste -
deux automnes

(Yosa Buson)

Sur la branche écorchée
du couchant
un corbeau s'est perché

(Matsuo Bashô)

Ce chemin -
seule la pénombre d'automne
l'emprunte encore

(Matsuo Bashô)



mercredi 5 novembre 2008

Haïku

Au petit matin -
sous l'emprise du froid
le soleil ne pointe plus ses rayons

Tanka

Sur la table,
deux roses se dressent
dans un solitaire.
Dehors,
tombe une pluie
de feuilles mortes.

lundi 3 novembre 2008

Haïku

Sou como a crosta de gelo
dura
apenas à superfície