ma maison -
un drap blanc
posé contre l'océan
jeudi 19 janvier 2017
mercredi 18 janvier 2017
mercredi 11 janvier 2017
lundi 9 janvier 2017
A hora do ano que eu gosto é o Verão. Mas os verões verdadeiros do Egipto ou da Grécia - com o sol forte, com os triunfantes meios-dias , com as noites extenuantes de Agosto. Não posso dizer, porém, que trabalhe (artisticamente, quero dizer) mais no Verão. Impressões dão-me muitas as formas e as sensações do Verão; mas não observei tê-las registado ou tê-las traduzido directamente em trabalho literário. Digo directamente; porque as impressões artísticas permanecem muito tempo sem serem usadas, produzem outros pensamentos, amoldam-se outra vez por novas influências, e quando se cristalizam em palavras escritas, não é fácil recordar qual foi a hora do pretexto original, de onde verdadeiramente as palavras escritas emanam.
in POEMAS E PROSAS, Konstandinos Kavafis, Relógio D'Água
in POEMAS E PROSAS, Konstandinos Kavafis, Relógio D'Água
jeudi 5 janvier 2017
VOLÚPIA
Prazer, mirra da vida, o recordar das horas
em que encontrei e tive o amor como o buscava.
Prazer, mirra da vida, a mim!, que tanto odiei
que uma aventura se tornasse um hábito.
Constantin P. Cavafy, in 90 E MAIS QUATRO POEMAS, trad. de Jorge de Sena
em que encontrei e tive o amor como o buscava.
Prazer, mirra da vida, a mim!, que tanto odiei
que uma aventura se tornasse um hábito.
Constantin P. Cavafy, in 90 E MAIS QUATRO POEMAS, trad. de Jorge de Sena
mercredi 4 janvier 2017
QUANTO PUDERES
Se não podes fazer da vida o que tu queres,
tenta ao menos isto,
quanto puderes :
não a disperses em mundanas cortesias,
em vã conversa, fúteis correrias.
Não a tornes banal à força de exibida,
e de mostrada muito em toda a parte
e a muita gente,
no vácuo dia-a-dia que é o deles
- até que seja em ti uma visita incómoda.
Constantin P. Cavafy, in 90 E MAIS QUATRO POEMAS, trad. de Jorge de Sena
tenta ao menos isto,
quanto puderes :
não a disperses em mundanas cortesias,
em vã conversa, fúteis correrias.
Não a tornes banal à força de exibida,
e de mostrada muito em toda a parte
e a muita gente,
no vácuo dia-a-dia que é o deles
- até que seja em ti uma visita incómoda.
Constantin P. Cavafy, in 90 E MAIS QUATRO POEMAS, trad. de Jorge de Sena
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