dimanche 22 mars 2015

Lavei a loiça 
Arranquei ervas
Lavei a roupa
Limpei o pó 
Pus a roupa na corda
Aspirei a casa
Fiquei cansada 
Sentei-me no sofá
Apanhei a roupa
Fui preparar a sopa
Arrumei a loiça
Varri o quintal
Passei a roupa a ferro
Limpei o pó 
Aspirei a casa
Levei o saco do lixo ao contentor
Fiquei cansada
Sentei-me no sofá
Fiz as camas
Arranjei as almofadas
Limpei o banheiro
Areei os bicos do fogão
Fiz uma tarte de maçã
Lavei o chão
Fiquei cansada
Sentei-me no sofá

Suspeito que a esta hora
Eu já seja uma mulher perfeita…



Contemplation [via the absolute PHOTOGRAPHY blog…]



samedi 21 mars 2015

AREIA

Os ventos sopram, num sussurro constante.
Os rios correm, em tumulto. Os mares agitam-se.
Nasce a areia, grão a grão e espalha-se árida,
seca e inóspita, numa incessante sedição.

Na ourela do mar, ondas turbulentas,
feitas de espuma e água,  vêm lavá-la.
Colam-se-me, às solas dos pés nus,
que mais parecem esponjas molhadas, 
conchas esmigalhadas e insuaves;
dispersas em brancos e espessos montículos.

Avanço, lentamente, em direcção às dunas.
A cada passo que dou, uma areia fina e branca
flui e cobre os meus pés; fustiga-me o rosto e
adere à camada de suor que molha a minha pele.

Caminho pacientemente.
Não há maneira de escapar à Lei da areia
e à sua força destrutiva - move-se sem restrições;
tudo dissolve e devora, indistintamente,
com os seus tentáculos macios.
E tudo deixa sem contornos.

Sinto a boca áspera e seca.

Sinto a areia a fluir-me nas veias.

mardi 17 mars 2015

Même mon ombre est
En excellente santé
Premier matin de printemps

Issa
J'éternue
Et perds de vue
L'alouette

Yayâ

lundi 16 mars 2015

la Vie ne tient
qu'à un fil de soi -
le monde est brutal