Ao romper do dia,
à conversa com as flores,
uma mulher só.
Paz e silêncio -
vinda da chuva, a borboleta
entra no meu quarto.
Como um peixe no mar,
este meu corpo está fresco
à luz da lua.
Bonecas sempre iguais -
eu não tive outro remédio
senão envelhecer.
ENOMOTO SEIFU
(1732-1815)
vendredi 9 janvier 2009
jeudi 8 janvier 2009
Haïkaï
no muro de pedra
projecta-se a sombra da luz -
um candeeiro
lambido pela água -
um corpo moldado de pedra
jaz na areia
projecta-se a sombra da luz -
um candeeiro
lambido pela água -
um corpo moldado de pedra
jaz na areia
mercredi 7 janvier 2009
lundi 5 janvier 2009
Tanka
Na praça da Vila -
sob chuva densa,
um carrossel faz girar
a cabeça das crianças.
Primeiro dia do ano.
sob chuva densa,
um carrossel faz girar
a cabeça das crianças.
Primeiro dia do ano.
Haïkaï
Na ponte suspensa,
passa um rebanho de ovelhas.
Carro parado.
Céu plúmbeo.
Bátegas de chuva,
prados alagados de verde.
Nos postes de alta tensão -
das cegonhas
só se vislumbram os ninhos.
Na planície alentejana -
ao lado do laranjal
crescem pinheiros mansos.
Chuva no pára-brisas
e no retrovisor
o farolim de uma mota
Da auto-estrada,
avisto caminhos serpenteantes
que desejo percorrer.
No Vale dos Pinheiros,
erguem-se humildes
azinheiras e sobreiros.
Uma palmeira
na planície alentejana -
anacronismo?
Chove -
enche o leito
da ribeira da Perna Seca.
Caminhantes -
azinheiras e sobreiros
trepam os barrancos.
Num presépio a fingir -
reais,
só as ovelhas!
passa um rebanho de ovelhas.
Carro parado.
Céu plúmbeo.
Bátegas de chuva,
prados alagados de verde.
Nos postes de alta tensão -
das cegonhas
só se vislumbram os ninhos.
Na planície alentejana -
ao lado do laranjal
crescem pinheiros mansos.
Chuva no pára-brisas
e no retrovisor
o farolim de uma mota
Da auto-estrada,
avisto caminhos serpenteantes
que desejo percorrer.
No Vale dos Pinheiros,
erguem-se humildes
azinheiras e sobreiros.
Uma palmeira
na planície alentejana -
anacronismo?
Chove -
enche o leito
da ribeira da Perna Seca.
Caminhantes -
azinheiras e sobreiros
trepam os barrancos.
Num presépio a fingir -
reais,
só as ovelhas!
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